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sábado, 27 de outubro de 2012

30a Bienal | coleção de livros


Falar imagens
Leitmotiv: Projeto educativo - Projeto Filóstrato

Certeza factual que as imagens são mudas
Artistas: ofício de coisas mudas
Nós é que falamos dela
Não cessam de produzir glosas, palavras, textos e polêmicas
Complexa relação entre o verbo e a imagem

Nessa relação existe a possibilidade de um nicho na imagem para o verbo
Ou de um lugar na palavra para a imagem
Isso como uma potência de vínculo, matéria constituinte da 30a.

Vínculos: exercício analógico sem fim
Devir analógico das coisas, dos figuráveis e do dizível

1a Convicção lógica para adentrar num território não tão lógico das artes:
As obras de arte somente significam na medida em que marcam uma diferença e uma distância com relação a outras obras de arte

2a Convicção lógica para a curadoria:
as obras de arte, assim como a curadoria, são atos de enunciação
uma voz

A curadoria compartilha a certeza de Bergamín de que a cultura morre quando é totalmente submetida à imposição da letra inerte

Se falar [as] imagens é um exercício inconcluso,
A razão talvez esteja na densidade natural do mundo e na resistência antifilosófica da voz

Não confunda nunca a linguagem com seu voo – Quignard

Filóstrato e Vínculos são testemunho de um mistério: da relação com a voz e com o pensamento, assim como os mitos  e a cultura ocidental da imagem

Mitos: de origem impossível de discernir, mas que produzem efeitos reais

O que o livro do Filóstrato gerou é impossibilidade de distinguir qualquer antecedência entre palavra e imagem

Toda palavra tem por iminência uma imagem, à qual serve como fundação
Toda palavras tem por iminência uma imagem que te serve como ressonância

Reflexões centrais da 30a:
A primazia da voz sobre a letra,
O impulso antifilosófico da imagem,
A novidade do arcaico que jaz no fundo de nosso alento,
A entonação e afasia,
A fascinação e a metamorfose,
A nudez da linguagem,
A cena invisível da origem.

Luis Pérez-Oramas\

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