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sábado, 5 de outubro de 2013

wolfgang pfeiffer

aqui:
http://abca.art.br/n26/memoriadacritica.html

Primeira Bienal do Museu de Arte Moderna, 1951


“ A primeira Bienal do Museu de Arte Moderna encerra-se dia 23. Ficará menos tempo do que seria de se desejar que ficasse, porque  os arranjos internacionais para a apresentação  dos conjuntos estrangeiros noutros países não permitem, infelizmente, o prolongamento de sua permanência em São Paulo. Tendo sido inaugurada  com um atraso de vinte dias, em relação ao programa previsto, é de lamentar-se que se encerre, principalmente, no período em que se iniciam as férias em um novo ano. A Bienal nada fez, na verdade, para que viessem a São Paulo as enunciadas caravanas do interior, dos Estados e dos países vizinhos. Agora, com o início das férias escolares, seria o momento de, entrosando-se com a Secretaria de Educação, organizar a visita dos professores do interior, dos estudantes dos cursos secundários. Esta preocupação educativa faltou inteiramente `a Primeira Bienal.


Conhecemos a boa vontade do sr. Francisco Matarazzo Sobrinho e de seus colaboradores. Mas não podemos deixar de reconhecer  que lhes faltou um espírito animadodo de dinamismo mais amplo para um melhor aproveitamento da própria obra. Quem percorreu as salas do Trianon o fez espontaneamente, e essas visitas espontâneas tem um grande sentido, desde que nada foi feito, na realidade, para atrair ao público. O elevado número de pessoas que diariamente procuram a Bienal demonstra, assim, que já existe em nosso meio um real desejo de conhecer e compreender a arte moderna. Mas para conhecer e compreender não era suficiente ver, não bastava seguir, mais ou menos desorientadamente, os labirintos dos vinte a quatro países expositores. A Bienal deveria guiar. No entanto, depois de inaugurada, foi como que abandonada ao seu destino. Ali permaneceu como uma coisa estática, parada, um museu de antiguidades. Quando deveria ser um organismo dinâmico, destinado não só a mostrar algumas tendências mais avançadas da arte contemporânea, como a instruir o público sobre a importância e o significado dessas tendências diversas. De maneira lucidamente viva e eficiente isso não foi tentado. O próprio catálogo é  uma triste pobreza, sem nenhuma indicação, sem nada que explique mais claramente ao público o que vai ver, o que pode encontrar de melhor. Nenhum de nossos maiores críticos de arte foi solicitado a fazer conferências e palestras sobre a Bienal. Tudo isso é dito aqui, porque, nesses quinze dias que nos restam, nos parece necessário que  alguma coisa seja realizada ainda, no sentido de um programa didático [...]"

SERAFIM. “O repórter na Bienal” Revista Habitat no 5, 1952, pp. 2-6 
Disponível no Arquivo Histórico Wanda Swevo, Fundação Bienal de São Paulo:  setor de periódicos